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Dispositivo permite que ultrassom seja realizado através de um Iphone.

A tecnologia permite que novos horizontes sejam abertos em diversas áreas. Na área da saúde, não é diferente. A tecnologia em saúde tem evoluído cada vez mais através do tempo, tornando possível hoje coisas que seriam inimagináveis há 20 ou até mesmo 10 anos atrás. Existem diversos gadgets no mercado que proporcionam melhor qualidade de vida para os pacientes, como por exemplo os smartwatches, aplicativos que proporcionam uma melhor relação médico-paciente, como o Privio e dispositivos que proporcionam mais agilidade e precisão nos diagnósticos, que é exatamente o caso do Butterfly IQ. Afinal, quem imaginaria 10 anos atrás que o ultrassom poderia ser realizado de qualquer lugar a qualquer momento, precisando apenas de um dispositivo e um celular?

Após a invenção do estetoscópio, essa tecnologia em saúde pode ser considerada uma das maiores invenções dos dois últimos séculos. Além de revolucionar como a medicina é feita, também revoluciona seu aprendizado. Agora, estudantes podem aprender olhando diretamente para dentro do corpo humano, ao invés de apenas escutar sobre. A start-up americana Butterfly criou um dispositivo que basta apenas estar conectado com um Iphone para poder realizar um ultrassom e o vende por menos de 2 mil dólares, valor extremamente mais barato do que uma máquina comum de ultrassom, que pode chegar a 100 mil dólares.

Seu funcionamento é interessante. O dispositivo, chamado de Butterfly IQ, possui 9 mil sensores que são menores do que a ponta de um fio de cabelo humano. Através desses sensores, acoplados a um chip semicondutor, vibrações são emitidas e permitem que se tenha visão da parte interna do corpo humano, reconstruindo a imagem diretamente na tela do Iphone, em um aplicativo próprio. O dispositivo está sendo usado até mesmo no hospital de veteranos de Nova Iorque, facilitando a vida de diversos pacientes.

O criador da ideia, Jonathan Rothberg, recebeu em 2016 a medalha nacional de tecnologia e inovação, por conta de uma inovação na forma de analisar o DNA. Além disso, um outro plano da empresa é unir todas as imagens geradas pelo aplicativo e utilizar a inteligência artificial para que sejam analisadas e possam trazer diagnósticos rápidos e precisos para os pacientes. A intenção é que futuramente esse dispositivo esteja acessível para todos, não somente para médicos. “Se termômetros eram considerados um aparelho somente para médicos e agora existem em todas as casas, por que não pode acontecer o mesmo com o ultrassom?” questiona o criador do Butterfly IQ. “Nossa missão não é apenas facilitar o trabalho dos profissionais da área da saúde. Nós queremos que qualquer um, em qualquer lugar, tenha acesso a uma janela aberta para dentro do corpo humano.” explica Rothberg.

A necessidade é muitas vezes creditada como a mãe das invenções. No caso de Jonathan, não foi diferente. A ideia surgiu após Jonathan passar horas em uma fila de espera para que sua filha, que sofre com esclerose tubular, pudesse realizar o exame de ultrassom. Essa condição faz com que a filha de Jonathan precise realizar diversos exames de ultrassom, para acompanhar os cistos que crescem em diversas partes de seu corpo e poder observar se novos surgiram. Por conta disso, várias visitas ao hospital eram necessárias, por vezes exaustivas até mesmo para a pequena garota, diagnosticada com essa condição aos 6 meses de vida. Jonathan tinha certeza que aquele procedimento poderia ser feito de uma forma mais fácil e menos cansativa, mas ainda não sabia como. Após observar a escassez do equipamento no hospital que sua filha frequentava e também em outros, Jonathan resolveu criar a máquina de ultrassom portátil, visando melhorar o atendimento dos pacientes. E foi assim que a ideia do Butterfly IQ surgiu, sendo concretizado dois anos depois.

Da mesma forma que computadores perderam espaço para smartphones, que atualmente conseguem ser tão funcionais quanto, porém mais práticos, inovações como esse tipo de tecnologia em saúde prometem transformar e revolucionar os tratamentos médicos e seus diagnósticos. Em 2017, um cirurgião vascular norte-americano, chamado John Martin, conseguiu identificar seu próprio câncer com a ajuda do Butterfly IQ. Um dia, o cirurgião acordou com uma sensação desconfortável de espessura em sua garganta. Como ele já havia adquirido o Butterfly IQ, mas ainda não tinha testado, resolveu por o equipamento à prova. Aplicou gel no local e fez a varredura com o dispositivo, observando pela tela de seu Iphone. Naquele momento, John notou na tela de seu celular uma massa estranha, de mais ou menos 3 centímetros. Mesmo não sendo um médico daquela área, John sabia que aquela massa não deveria estar ali, ao consultar um oncologista, descobriu que se tratava de um câncer de células escamosas.

Esse caso serviu para alavancar o dispositivo e também para comprovar sua funcionalidade, que muitos na época ainda tinham dúvidas. Atualmente, o Butterfly IQ está disponível para compra apenas para físicos e médicos licenciados, que possuam autorização legal. Existem duas opções: Individual e para equipes. A opção individual custa $35 mensais para o uso do aplicativo e $ 1,999, o preço do dispositivo. Para uma equipe de 10 pessoas, o preço do dispositivo é o mesmo e para uso do aplicativo se deve pagar $100 mensais. Os valores variam dependendo do tamanho da equipe e da quantidade de dispositivos adquiridos. Se você ficou interessado em adquirir ou quer se informar sobre outros planos, pode consultar o site da empresa (www.butterflynetwork.com) para saber mais.