Escolha uma Página

A tecnologia e a medicina sempre andam juntas, o principal motivo disso ocorrer é que os avanços tecnológicos refletem diretamente na área da medicina. Novas vacinas, descobertas por pesquisas, tudo isso sempre provém da melhoria da tecnologia.

Porém, os avanços da tecnologia em saúde não estão atrelados somente ao que falamos anteriormente. Aplicativos e softwares tem surgido para melhorar cada vez mais a interação entre médico e paciente. Isso representa uma grande mudança em como a relação médico-paciente é impactada diretamente pela tecnologia.

Veja agora as principais tendências de tecnologia em saúde:

1 – Medicina robótica

O auxílio de um robô durante uma cirurgia não é algo que será possível em apenas um futuro distante e utópico, ela já está presente e está longe de ser tão complicada quanto pode parecer ser. A medicina robótica não requer robôs com inteligência artificial, ao contrário do que o nome pode indicar.

Entre os principais benefícios dos avanços da tecnologia em saúde nessa área da medicina, está em primeiro lugar a oportunidade de tornar as cirurgias menos invasivas, o que faz com que seja menos traumático e doloroso para o paciente, além do suporte robótico evitar os tremores humanos, aumentando a precisão.

Assim como os robôs voltados para a cirurgia, existem os robôs microscópicos como substituição de medicamentos, esses microscópicos robôs poderão executar funções anteriormente delegadas a medicamentos, um exemplo disso, é a utilização de nanorobôs na corrente sanguínea para limpar as artérias.

2 – Telemedicina

Essa ideia parte do ponto em que em um futuro próximo, os hospitais só serão necessários para aqueles que estão com um quadro muito grave. Já as demais doenças poderiam ser tratadas diretamente na residência do paciente, mas é claro, tudo isso com um acompanhamento e monitoramento remoto por parte do médico.

Um estudo feito pela American Telemedicine Association mostra que locais que já fazem uso dessa tecnologia em saúde, como por exemplo, os Estados Unidos, os diagnósticos precisos de doenças comuns são de 80%. No mesmo estudo, também foi feito um levantamento no Reino Unido, que mostrou uma queda de 52% de internação de idosos. Com isso, teve-se um reflexo direto na economia do país, que reduziu 2% em gastos com saúde.

No Brasil, a telemedicina ainda está no começo, porém, avançando. Equipamentos como impressora 3D, que tornam possível uma reprodução perfeita do corpo humano e o ultrassom portátil, que envia os resultados do exame para um tablet, já existem e são utilizados em terras brasileiras.

Porém, a resolução nº 1.643/2002 do CFM coloca essa tecnologia em um impasse. De acordo com a mesma, as consultas médicas só podem ser feitas pessoalmente, nunca por telefone ou Internet. Visto isso, para que essa tecnologia em saúde avance plenamente no Brasil, ainda é preciso que seja plenamente regulamentada.

Muito se engana quem pensa que a telemedicina se restringe a apenas atendimento remoto, pois essa tecnologia em saúde é muito mais do que isso. Quer um exemplo? Atualmente já existem cirurgias a distância, uma tecnologia que pode ser vista em hospitais estadunidenses, na qual um médico com menos experiência acompanha o procedimento pessoalmente e um cirurgião opera remotamente, através de robôs e do auxílio desse profissional da saúde.

3 – Wearable Devices

Talvez você conheça pela forma adaptada a nossa língua, como dispositivos vestíveis. No entanto, não faz diferença. Um wearable device vai de pulseiras para monitoramento de sono, camisas com sensores que permitem monitorar a frequência cardíaca e temperatura até sensores ingeríveis que verificam a ação de medicamentos no organismo e chips por dentro da pele, que monitoram os níveis de açúcar no sangue.

Vendo esses exemplos de wearable devices, é possível notar que esses dispositivos são muito úteis para monitoramento de pacientes diabéticos, hipertensos e atletas. Os dados que o wearable device coleta são transmitidos em tempo real para o médico atribuído pelo paciente, portanto, podem intervir rapidamente se for necessário. Assim, é menos complicado saber mais do paciente e fazer um bom diagnóstico.

É importante ressaltar que não são somente as informações do paciente que podem ser coletadas. Rastreamento e monitoramento de bombas de infusão e camas e macas inteligentes, uma vez conectados ao sistema, podem sinalizar ao médico facilmente se o paciente se encontra em risco ou se existe um perigo eminente.

4 – Diagnósticos via IA

Essa área é composta por dispositivos e programas que são capazes de compreender e resolver cálculos, tomar decisões e reconhecer padrões de informações, sua maior importância está além da possibilidade de reduzir gastos com saúde.

Diagnósticos através da Inteligência Artificial tratam-se de diagnosticar e detectar doenças de forma precoce, permitindo que haja o tratamento preciso e em muitos casos, até mesmo a cura de determinadas doenças. Um bom exemplo desse tipo de sistema é o Watson.

O sistema de programação cognitiva da IBM, Watson, é capaz de em apenas 2 minutos indicar o tratamento mais correto para um paciente com câncer, isso por conta de sua tecnologia cognitiva, uma das forma mais avançada de IA com inteligência o suficiente para que possa aprender continuamente a partir das informações que analisa.

5 – Cloud e Blockchains

Pensar em evolução sem considerar os softwares, aplicativos e principalmente nuvem está cada dia mais difícil, já que é através do avanço da informatização da área da saúde por meio dessa tecnologia que o setor da saúde está se beneficiando cada vez mais.

Tanto pelo armazenamento das informações quanto pela proteção dos dados, sua popularidade está crescendo cada dia mais entre as clínicas e hospitais, mas não há como falar da proteção em nuvem sem comentar de blockchains, a tecnologia de criptografia que oferece ainda mais segurança quando atrelada ao armazenamento em nuvem.

Isso porque com o blockchain é possível armazenar informações do paciente e indicar até mesmo em quais setores ele esteve dentro do hospital, assim como registrar qual profissional inseriu uma nova informação ou modificou uma informação existente e quem teve acesso a ela, o que evitará fraude de dados e incertezas sobre um paciente ou uma informação.