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Intervenções desnecessárias afetam diretamente o bem estar da paciente e de seu bebê. É por essa razão que o conceito de parto humanizado vem ganhando destaque. Cada dia que passa, mais pacientes procuram por esse método. Assim como mais hospitais e mais obstetras se tornam adeptos desse procedimento. Afinal, você sabe o que é parto humanizado?

No Brasil, o termo parto humanizado é utilizado para explicar um parto que é feito da forma mais natural possível. Nesse conceito, o foco do parto são as escolha da mãe e todo o significado especial daquele momento, de uma vida chegando ao mundo. Sendo assim, o parto humanizado não é visto como apenas um procedimento médico, mas sim como um momento familiar e social. É por essa razão que ao fazer um parto humanizado, o obstetra e os demais profissionais da área de saúde daquela equipe devem ver aquele parto como um acontecimento natural, que não tem necessidade de muitas interferências.

O início do parto humanizado parte de descobertas científicas recentes, sobre estudos quanto a saúde da mãe e do bebê. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o parto humanizado é um procedimento saudável, que evita condutas desnecessárias ou condutas que possam por em risco a saúde da mãe e/ou a do bebê.

Conforme o Ministério da Saúde, para que um parto humanizado possa ser feito em um hospital, é necessário um ambiente acolhedor para a paciente, além de incluir procedimentos médicos que sejam diferentes dos padrões de quando uma mulher tem um filho, como por exemplo, o isolamento. É por essa razão que o Ministério da Saúde ressalta que para ter um parto humanizado, é necessário solidariedade e ética pela parte dos profissionais da área da saúde.

Você sabia que em 2000 a OMS já havia criado um guia com instruções e recomendações para o parto humanizado? No início de 2018 essas informações foram atualizadas, conforme o avanço da tecnologia e a necessidade das pacientes. Nesse guia estão inclusos os procedimentos indicados e os não indicados, mas também estão inclusos procedimentos que podem ser feitos.

Abaixo, veja 10 práticas que são recomendadas no parto humanizado:

 

  1. Acompanhante
    Conforme a lei nº 11.108, de 7 de abril de 2005, possuir ao menos um acompanhante é direito da parturiente. Esse é o primeiro pilar do parto humanizado.

     

  2. Respeito
    Esse ponto é essencial por ressaltar a importância do respeito para com as escolhas, a dignidade, a confidencialidade e a privacidade da parturiente. Seja antes, durante e depois do parto.

     

  3. Comunicação
    Para que haja um parto humanizado, a equipe médica e os envolvidos no parto devem informar de forma, direta e clara, todos os procedimentos que serão feitos, além de ouvir e considerarem as escolhas da parturiente, sendo estritamente proibido que haja uma intervenção cirúrgica sem o consentimento da mesma.

     

  4. Ouvir a parturiente
    É a parturiente a protagonista do parto. Em um parto humanizado, é a parturiente quem deve escolher a posição na qual possa se sentir mais confortável para dar à luz.

     

  5. Conforto
    Em um momento de dor, se for desejo da parturiente, a equipe de assistência ao parto precisa estar apta para que possa oferecer opções de relaxamento, como massagens, música e as técnicas de respiração que possam diminuir a dor.

     

  6. Cuidado perineal
    É essencial que a equipe de assistência ao parto possa também oferecer técnicas que possam não só aliviar, como também evitar que hajam lesões do períneo, como por exemplo, massagens na região e compressas quentes.

     

  7. Necessidades
    Para que seja o menos violento possível para a parturiente, é essencial que a mesma se alimente e se hidrate durante o parto humanizado.

     

  8. Contato
    Existe um elo que une o bebê e a mãe durante toda a gravidez, esse elo não deve ser quebrado durante o parto humanizado, permitindo que assim que ocorra o nascimento, a mãe possa ter o bebê em seus braços, contra sua pele.

     

  9. Mantenha-os juntos
    Não se deve separar o bebê de sua mãe durante os primeiros dias de vida. É importante lembrar que, apesar do termo se chamar parto humanizado, também se estende para o pós parto.

     

  10. Amamentação
    É importante que se estimule a amamentação logo nos primeiros momentos de vida do bebê, para que assim, o elo entre mãe e filho possa se fortalecer.

     

Você acabou de ver algumas das práticas recomendadas no parto humanizado, então, veja agora o lado oposto. Abaixo, 7 práticas não recomendadas:

  1. Remoção dos pelos
    A depilação dos pelos pubianos da parturiente não é recomendada, pois é uma invasão a privacidade da mulher, além do fato que os pelos não atrapalham todo o processo de parto.

     

  2. Episiotomia
    A incisão efetuada na região do períneo para ampliar o canal de parto não é recomendada, exceto em casos de necessidade e com o uso de anestesia local.

     

  3. Manobra de Kristeller
    Embora a manobra facilite a saída do bebê e acelere o processo, a manobra de Kristeller não é recomendada em um parto humanizado, pois pode causar um trauma seja na mãe ou no bebê. Em alguns casos, é até mesmo considerado violência obstétrica.

     

  4. Esterilização
    A Organização Mundial de Saúde não recomenda de forma alguma que se esterilize a vagina da parturiente, principalmente com clorexidina.

     

  5. Negar anestesia ou analgésicos
    De forma alguma os profissionais da área da saúde devem negar à parturiente nenhum tipo de analgesia ou anestesia, nem negar procedimentos que ajudem a diminuir a dor.

     

  6. Acelerar o processo
    De acordo com a Organização Mundial de Saúde, uma dilatação menor de 1cm por hora não indica que sejam feitos procedimentos para adiantar o parto. A organização ressalta que antes da dilatação de 5cm, não é recomendado intervir clinicamente, seja com uma cesária ou aplicação de ocitocina. De acordo com o órgão, cada parto é único e deve progredir de maneiras diferentes.

     

  7. Aspiração no bebê
    Em casos de bebês que nascem saudáveis e respiram sem problemas após nascidos, não é de necessidade que os profissionais da área da saúde aspirem seu nariz ou boca.